Elisa Moreira Ferreira
f.elisa.moreira.pedagoga@gmail.com

EIXO
Equidade, diversidade e justiça educacional

DIVERSIDADE E INCLUSÃO NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TECNOLÓGICA

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Resumo: Este resumo tem por objetivo apresentar um relato de experiência de acompanhamento pedagógico inclusivo de um estudante com desafios de aprendizagem e quadro diagnóstico de Epilepsia, Paralisia cerebral diplégica espática, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade segundo relatório médico apresentado. A experiência na Escola do Futuro de Goiás, unidade José Luiz Bittencourt, no curso técnico de Marketing e Mídias Sociais, da modalidade de ensino Educação Profissional e Tecnológica (EPT). Enquanto professora de apoio à inclusão, trarei a metodologia de trabalho, desafios e possibilidades durante o processo formativo, principalmente quanto ao processo inclusivo e a construção de espaços e interações inclusivas. A partir da contradição Inclusão x Exclusão aliada a psicologia-histórico-cultura (CAVALCANTE, 2022). Pensando a educação inclusiva para além da educação especial, o trabalho foi norteado através da metodologia da pedagogia histórico-crítica(SAVIANI, 2019); (WIEDMANN; WIEDMANN, 2019); (BEZERRA, 2015). Foi realizado o acompanhamento do processo formativo por mais de um ano. De forma geral, em duas formas mais gerais, auxiliando nas interações com a turma, promovendo esclarecimento dos assuntos e conteúdos de forma dialética. Fazendo com que, ao mesmo tempo que o contexto diverso e periférico dos alunos, assim como seus desafios e perspetivas ocupassem espaços na discussão, para que sejam ouvidos e ouçam para gerar inclusão mediante a diversidade das interações, assim como gerar aprendizagem através da zona de desenvolvimento proximal. Assim como criar um ambiente de acolhimento para combater os diversos tipos de preconceitos na turma, como o capacitismo, através do diálogo. Além das intervenções coletivas, houve momentos específicos em relação aos desafios de linguagem, apreensão, assimilação e acomodação para a construção de conceitos abstratos e pela necessidade do concreto para compreensão em relação ao estudante, geralmente individualmente ou com interações em duplas e trios. Por isso, desenvolver uma linguagem mais concreta vinculada à realidade material do sujeito em função dos desafios de abstração e generalização. Trabalhar a partir dessa realidade pessoal e suas experiências materiais e significativas.

Palavras-chave: Diversidade. Inclusão e EPT.

Notas

1. Pedagoga e Mestranda pela Universidade Federal de Goiás (UFG), Estudante de Psicologia pela Universidade Estadual de Goiás (UEG).