Karolinne Ferreira Teles Souza Carvalho
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EIXO
Formação Inicial, estágio, didáticas e metodologias de ensino

“O PERFUME EU NÃO SINTO MAIS”: ABORDAGEM DO FEMINICÍDIO NAS AULAS DE HISTÓRIA ATRAVÉS DA MÚSICA

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Resumo: Este trabalho propõe uma abordagem não convencional no ensino de História, com foco na problematização do feminicídio e dos papéis de gênero nas relações românticas, voltada para adolescentes mulheres de 14 a 18 anos. A pesquisa parte da constatação de que a dor vivenciada por jovens em relações amorosas, muitas vezes marcada por abusos e violência, permanece invisibilizada tanto no ambiente escolar quanto nas vivências sociais. A violência de gênero, que culmina em feminicídios, é um tema que precisa ser debatido com urgência, e a escola pode ser o espaço propício para esse tipo de reflexão. O trabalho está primeiro sendo aplicado, modificado e validado na escola campo do estágio, pude identificar a dor e necessidade de o desenvolver nos 24 meses de PIBID em que atuei. A pesquisa se baseia em uma análise do contexto histórico do feminicídio e da construção dos papéis de gênero, além de considerar os impactos da cultura contemporânea sobre as relações românticas entre jovens. Nesse contexto, utilizaremos a música como ferramenta pedagógica, mais especificamente o RAP, para promover uma reflexão crítica sobre o tema. A canção "Rosas", do grupo Atitude Feminina, do álbum Rosas, será trabalhada em sala de aula, a fim de explorar, com os alunos, as diferentes fases de um relacionamento que culmina em violência e feminicídio. O RAP, como gênero musical, traz à tona a realidade das periferias e, muitas vezes, reflete diretamente as experiências e vivências dos estudantes. O objetivo geral do trabalho é identificar e discutir os traços históricos que podem evoluir para homicídios de gênero, além de analisar a construção dos papéis de gênero e sua reverberação nas relações afetivas dos adolescentes. A pesquisa também visa promover a identificação dos estudantes com o conteúdo abordado, utilizando uma didática alternativa que incorpore as vivências deles por meio da música. Especificamente, busca-se estimular uma consciência crítica e social nas alunas e alunos, para que possam identificar e prevenir sinais de abusos ou violência em suas próprias relações. A metodologia adotada será baseada na educação histórica, levando em conta os conhecimentos prévios dos alunos e utilizando uma abordagem hermenêutica que estimule a interpretação do conteúdo. A música será o ponto de partida para debates sobre os papéis de gênero e o feminicídio. Ao final do processo, será produzida uma cartilha, que será disponibilizada para outros educadores interessados em trabalhar a temática em suas aulas de História.

Palavras-chave: Feminicídio. Rap. Violência

Notas

1. Graduanda, Universidade Federal de Goiás, UFG.