Beatriz França Oliveira
beatrizfranca@discente.ufg.br

Cristyne Vieira Braz
cristyne@discente.ufg.br

Ione Mendes Silva Ferreira
ionemsilva@ufg.br

Rizia Rocha Silva
rizia.rocha@ufg.br

EIXO
Formação Inicial, estágio, didáticas e metodologias de ensino

O ENSINO DE ARTES NA EDUCAÇÃO INFANTIL

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Resumo: O ensino de artes com professores formados, de modo geral, ainda é muito escasso no Brasil e na educação infantil não é diferente. Entretanto, no Departamento de Educação Infantil do CEPAE/UFG as coisas não são assim, lá existe um espaço para a Arte seja ela a dança, o teatro, a música, as artes visuais ou as integradas. Em junho de 2024, comecei o estágio não obrigatório neste espaço, mas antes disso já pude experienciar o local como estágio supervisionado obrigatório e propor atividades de pintura, fotografia e isogravura, contudo quero trazer neste relato a primeira atividade que propus em meu estágio não obrigatório onde trabalhei com crianças de 4 a 5 anos e tendo duas crianças autistas na turma. A partir da temática do grupo “Brincar e coçar é só começar”, e do objetivo geral que compreende ampliar e enriquecer o universo social, cultural, artístico, relacional, linguístico, motor, ético, estético e afetivo das crianças; resolvi trabalhar uma técnica artística que fosse divertida e possibilitasse uma participação ativa das mesmas. Dessa forma a metodologia da roda de conversa e das produções e apreciações artísticas também estariam presentes no processo. A chamada Monotipia é um processo híbrido entre a pintura, o desenho e a gravura e caracteristicamente é feito por meio de uma impressão, contudo existem diferentes tipos de monotipia e com diferentes níveis de dificuldade e para uma primeira vez das crianças o mais interessante é a Monotipia com Manchas ou estilo de Rorschach, que consiste em dobrar uma folha de papel ao meio e em um dos lados aplicar as tintas, sem excesso, para depois dobrar o papel novamente e esperar qual imagem será formada a partir desse conjunto de manchas. Ao trabalhar essa técnica com as crianças o resultado foi surpreendente, pois elas se envolveram muito no processo e até mesmo na parte teórica onde expliquei como fazer, onde surgiu e etc. Atualmente estamos em novembro, e elas ainda conseguem explicar para os novos estagiários, professores e alunos o que é Monotipia e como fazer, elas aprenderam os conceitos, as regras criadas para variar a atividade como, por exemplo, ‘se o papel for colorido não pode utilizar a cor de tinta que seja igual a ele’ e melhoraram sua coordenação motora na hora de apertar os potes de tinta no papel, sabem identificar quais papéis se pode fazer a atividade e o nome de novas cores como ‘Magenta’. Essa proposta foi tão imersiva que repetimos algumas vezes de formas variadas e sempre à pedido dos alunos, outra questão é que as duas crianças autistas do agrupamento também conseguiram participar e se envolveram. Assim sendo, trabalhar o ensino de artes na educação infantil beneficia a criatividade, a memória, a coordenação motora, a paciência e a socialização das crianças entre si, e é importante pois o hábito de interpretar imagens da Arte, de criar, reproduzir, analisar e reinterpretar irá refletir em qualquer área do conhecimento.

Palavras-chave: Artes visuais. Educação Infantil. Monotipia.

Notas

1. Graduanda em Artes Visuais Licenciatura, Faculdade de Artes Visuais, Universidade Federal de Goiás.

2. Graduada em Pedagogia, Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera, Graduanda em Geografia Licenciatura, Instituto de Estudos Socioambientais, Universidade Federal de Goiás.

3. Doutora em Educação, Universidade Federal de Uberlândia/MG.

4. Doutoranda em Ciências da Saúde, Universidade Federal de Goiás.