Sarah Lagares
sarahlagares@discente.ufg.br

Larissa de Mello Evangelista
larissa.evangelista@ufg.br

Michel Mendes
michel.mendes@ufg.br

EIXO
Formação Inicial, estágio, didáticas e metodologias de ensino

DESAFIOS E OPORTUNIDADES DE APRENDIZAGEM NO ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO II EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS NO ENSINO FUNDAMENTAL DO CEPAE/UFG

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Resumo: Durante a graduação no curso de Ciências Biológicas, na modalidade Licenciatura, oferecido pela Universidade Federal do Estado de Goiás, o estágio é uma disciplina obrigatória. O presente trabalho tem por finalidade relatar as principais experiências pedagógicas vivenciadas. Esse momento representa uma oportunidade fundamental para o aprendizado do discente, permitindo que compreendam os desafios enfrentados no caminho da docência, uma área que exige dedicação, carinho e respeito. O estágio foi realizado no CEPAE (Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação), onde foram ministradas aulas de Ciências para o Ensino Fundamental II. Nesse processo, foi possível perceber pequenos percalços e aprendizados, tanto com a turma quanto com a unidade escolar. Ao elaborar um plano de aula, geralmente o licenciando espera que tudo ocorra de maneira pontual e fiel ao seu plano de ensino. No entanto, a realidade da escola é singular e específica, não se limitando a um planejamento pré-estabelecido, especialmente se tratando de uma turma do ensino fundamental, o 6° ano. A turma que atuei como docente é composta por 31 alunos, o que representou um grande desafio durante meu primeiro contato com a docência. O choque de realidade vivenciado foi imprescindível, pois precisei adaptar o conteúdo de forma a torná-lo compreensível para aquela faixa etária, desenvolvendo habilidades fundamentais, como planejamento, gestão de sala de aula e mediação do processo de ensino-aprendizagem. Em primeira instância, tive uma grande dificuldade em desapegar dos costumes adquiridos durante minha formação universitária, tanto na forma de comunicação quanto na estruturação das aulas. No entanto, ao decorrer das 10 semanas de regência, esse desafio foi sendo superado gradualmente. Aprendi a me conectar com os estudantes, a observar suas necessidades e a ajustá-las em meu planejamento. Ao me basear na metodologia de Paulo Freire e aplicá-la em minhas práticas, pude elaborar situações-problema que são significativas para os alunos, promovendo uma abordagem contextualizada e engajadora dos conteúdos. Essa experiência me mostrou a importância de valorizar os saberes prévios dos estudantes e de estabelecer um diálogo construtivo em sala de aula. Embora a escola esteja vinculada a uma universidade, a unidade enfrenta problemas comuns às escolas públicas, como a falta de verbas, investimentos em materiais didáticos e na estrutura física. Essa realidade ficou evidente na carência de equipamentos, como a falta de cabos para todos os projetores, levando a supervisora a adquiri-los e emprestá-los aos estagiários. Além disso, o laboratório de Ciências se encontra em condições precárias, com a pia entupida há semanas, inviabilizando a realização de atividades práticas. Essa experiência me permitiu utilizar os conhecimentos acadêmicos de forma inteligível aos alunos, auxiliando em seu desenvolvimento, adaptando minhas aulas para lidar com as realidades e divergências encontradas na escola pública.

Palavras chaves: CEPAE. Estágio obrigatório. Ensino fundamental.

Notas

1.Licenciatura em Ciências Biológicas, vinculado ao Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Goiás (UFG)

2.Professora do Departamento de Biologia, vinculado ao Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação (CEPAE) da Universidade Federal de Goiás (UFG).

3.Universidade Federal de Goiás (Doutora em Psicologia, Faculdade de Educação)